Várzea Nova: uma cidade hospitaleira e de gente lutadora

 Foto: Divulgação

Cultura do Sisal: símbolo da economia varzeanovense

Nossa querida Várzea Nova eis que se aproxima o seu trigésimo aniversário de emancipação política 25/02/2015. Uma cidade hospitaleira de gente humilde mas que trazem em sua essência uma imensa vontade de vencer na vida como todo povo lutador. Parabéns aos varzeanovenses que diante de tantas dificuldades conseguem superar seus obstáculos com dignidade.

Mas notamos que durante esses 30 anos de vida política muita coisa poderia ter sido feita nos colocando numa posição bem melhor. Hoje nos deparamos com uma situação retrógrada e de lastimável dó. A cidade se vê num status de angariar fundos e investimentos para determinados grupos que foram e são ate hoje os detentores do poder ao longo destes anos. A cidade também conhecida como cidade do sisal e não encontramos absolutamente nada para melhorar a qualidade de vida deste povo que viveram e vivem desta cultura do agave a não ser como explorados dos grandes produtores sisaleiros que enriqueceram as custas dos trabalhadores de motor como são chamados.

E a saúde? Existe uma unidade de saúde administrada por uma entidade filantrópica que só regride pois sua visão principal não é a qualidade na prestação dos serviços para a coletividade, mas os fins próprios e individuais. Unidades de Saude públicas que funcionam precariamente, onde faltam os materiais básicos para o princípio de um bom atendimento entre outros serviços que se tornaram inexistentes.

Educação de péssima qualidade, que não cumprem sequer os dias letivos exigidos pelo MEC. Com raras exceções mas funciona na base de professores fingindo que ensinam e alunos fingindo que aprendem.

E o lazer, a cultura?

Não existem políticas públicas voltadas para atender as mazelas sociais que destroem nossa sociedade. São jovens e adolescentes destruídos pelas drogas, prostituição, alcool e outros tipos de violência, infelizmente nada se faz no intuito de combater e inibir tais tipos de marginalidade. E então eu ouço perdeu-se o controle da situação. Sim concordo perfeitamente, mas e aí? Vamos cruzar os braços diante desta tamanha vulnerabilidade social? As famílias desestruturadas perderam o controle. Ai entra a ação da gestão pública. E cadê? Falta vontade, interesse, compromisso e responsabilidade com o bem comum. A cada dia cresce desenfreado o número de jovens que são destruídos e marginalizados, e de um modo particular na nossa cidade e nada absolutamente se faz para reverter esse cenário triste. Há de ter uma saída. Difícil mesmo é encontrar uma solução quando cruza os braços e se cala ficando omisso a tantos absurdos se tornando cúmplices e conivente com os fatos. A gestão pública é responsável para criar mecanismos e meios de amenizar estas questões sociais. E os Conselhos de direitos onde estão? Que deixam de exercer suas funções como representantes de todos os seguimentos da sociedade para servir aos ditos do gestor? Nossa Várzea Nova está entregue as traças, abandonada ao próprio léu, porque virou a sustentação da ostentação de alguns.

Vamos repensar nossas atitudes e refletir sobre tudo que poderíamos ter e o quanto deixamos de crescer e desenvolver porque durante 30 anos fomos tomados e apoderados por sanguessugas meros aproveitadores que visam seus interesses. Nós precisamos reagir, Várzea Nova está estagnada e urgentemente precisamos retomar o rumo do crescimento e desenvolvimento. Que futuro queremos para os nossos filhos? Que os mesmos se dispersam mundo afora indo servir e morar em terras alheias. E o que será daqueles que por tantas razões não poderão sair daqui? Não podemos refazer um novo começo, mas poderemos pensar num outro fim.

Um abraço a todos os conterrâneos e vem aí um 25 de fevereiro sem muito o que ter para comemorar.

Marta Carneiro de Souza Oliveira, funcionária pública, Assistente Social e Presidente do SISMUVAN.

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